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COMO TRABALHAR COM ALUNOS DISLÉXICOS
20/07/2018

COMO TRABALHAR COM ALUNOS DISLÉXICOS

O Disléxico tem uma história de fracassos e cobranças que o fazem sentir-se incapaz. Motivá-lo, exigirão de nós mais esforço e disponibilidade do que dispensamos aos demais.

Não receie que seu apoio ou atenção vá acomodar o aluno ou fazê-lo sentir-se menos responsável. 

Depois de tantos insucessos e autoestima rebaixada, ele tende a demorar mais a reagir para acreditar nele mesmo.

MELHORANDO A AUTOESTIMA:

- Incentive o aluno a restaurar o confiança em si próprio, valorizando o que ele gosta e faz bem feito;

- Ressalte os acertos, ainda que pequenos, e não enfatize os erros;

- Valorize o esforço e interesse do aluno;

- Atribua-lhe tarefas que possam fazê-lo sentir-se útil;

- Evite usar a expressão tente esforçar-se ou outras semelhantes, pois o que ele faz é o que ele é capaz de fazer no momento;

- Fale francamente sobre suas dificuldades sem, porém, fazê-lo sentir-se incapaz, mas auxiliando-o a superá-las;

- Respeite o seu ritmo, pois a criança com dificuldade de linguagem tem problemas de processamento da informação. Ela precisa de mais tempo para pensar, para dar sentido ao que ela viu e ouviu;

- Um professor pode elevar a autoestima de um aluno estando interessado nele como pessoa.

   

MONITORANDO AS ATIVIDADES:

 

- Certifique-se de que as tarefas de casa foram compreendidas e anotadas corretamente;

- Certifique-se de que seu aluno pode ler e compreender o enunciado ou a questão. Caso contrário, leia as instruções para ele;

- Leve em conta as dificuldades específicas do aluno e as dificuldades da nossa língua quando corrigir os deveres;

- Estimule a expressão verbal do aluno;

- Dê instruções e orientações curtas e simples que evitem confusões;

- Dê dicas específicas de como o aluno pode aprender ou estudar a sua disciplina;

- Oriente o aluno sobre como organizar-se no tempo e no espaço;

- Não insista em exercícios de fixação repetitivos e numerosos, pois isso não diminui a sua dificuldade;

- Dê explicações de como fazer sempre que possível, posicionando-se ao seu lado;

- Utilize o computador, mas certifique-se de que o programa é adequado ao seu nível. Crianças com dificuldade de linguagem são mais sensíveis às críticas, e o computador, quando usado com programas que emitem sons estranhos cada vez que a criança erra, só reforçará as ideias negativas que elas tem de si mesmas e aumentará sua ansiedade;

- Permita o uso de gravador;

- Esquematize o conteúdo das aulas quando o assunto for muito difícil para o aluno. Assim, a professora terá a garantia de que ele está adquirindo os principais conceitos da matéria através de esquemas claros e didáticos;

- Uma imagem vale mais que mil palavras: demonstrações e filmes podem ser utilizados para enfatizar as aulas, variar as estratégias e motivá-los. Auxiliam na integração da modalidade auditiva e visual , e a discussão em sala que se segue auxilia o aluno organizar a informação. Por exemplo: para explicar a mudança do estado físico da água líquida para gasosa, faça-o visualizar uma chaleira com a água fervendo;

- Não insista para que o aluno leia em voz alta perante a turma, pois ele tem consciência de seus erros. A maioria dos textos de seu nível é difícil para ele.

    Alunos disléxicos podem ser bem sucedidos em uma classe regular. O sucesso dependerá do cuidado em relação à sua leitura e das estratégias usadas. 

 

AVALIAÇÃO:

- As crianças com dificuldade de linguagem têm problemas com testes e provas:Em geral, não conseguem ler todas as palavras das questões do teste e não estão certas sobre o que está sendo solicitado.- Elas têm dificuldade de escrever as respostas;- Sua escrita é lenta, e não conseguem terminar dentro do tempo estipulado.

- Recomendamos que, ao elaborar, aplicar e corrigir as avaliações do aluno disléxico, especialmente as realizadas em sala de aula, adote os seguintes procedimentos:

  1. Leia as questões/problemas junto com o aluno, de maneira que ele entenda o que está sendo perguntado;
  2. Explicite sua disponibilidade para esclarecer-lhe eventuais dúvidas sobre o que está sendo perguntado;
  3. Dê-lhe tempo necessário para fazer a prova com calma;
  4. Ao recolhê-la, verifique as respostas e, caso seja necessário, confirme com o aluno o que ele quis dizer com o que escreveu, anotando sua(s) resposta(s)
  5. Ao corrigi-la, valorize ao máximo a produção do aluno, pois frases aparentemente sem sentido e palavras incompletas ou gramaticalmente erradas não representam conceitos ou informações erradas;
  6. Você pode e deve realizar avaliações orais também.

Fonte: http://escolasinclusivas.blogspot.com.br/2010/10/dicas-de-como-trabalhar-com-alunos.html

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