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A SENSIBILIDADE NO AUTISMO: PROCESSAMENTO SENSORIAL
01/06/2018

A SENSIBILIDADE NO AUTISMO: PROCESSAMENTO SENSORIAL

A SENSIBILIDADE NO AUTISMO: PROCESSAMENTO SENSORIAL

Toda vez que se fala de uma criança com TEA, um detalhe deve ser levado sempre em conta: a particularidade de cada um dos pequenos. Isso significa que o processamento sensorial, nesses casos, apresenta especificidades quando o assunto é a reação diante de alguma situação que configure a sensibilidade. Portanto, não se deve nunca generalizar, pois cada criança pode apresentar uma característica diferente.

Muitos autistas sentem-se à vontade com padrões repetitivos. As dificuldades em imaginar e fazer de conta leva eles a se concentrarem em experiências concretas e claras.

Por estas dificuldades, que decorrem de transtornos relativos a teoria da mente, as crianças autistas não veem motivo para brincar com alguém e, brincar sozinho, diminui a ansiedade.

Os autistas costumam concentrar-se em ruídos, tato, sensação, gosto, aroma e experiências visuais. Contudo, isto pode levar a compulsões e movimentos estereotipados.

Com isto podemos observar as seguintes características: -Estímulos visuais: É comum moverem as mãos para frente e para trás diante dos olhos para observar as formas e padrões criados, mover objetos diante dos olhos, olhar as coisas através da água, olhar objetos em um ângulo incomum, rolar bolas, girar pratos, ver sempre a mesma parte de um filme, fazer movimentos repetitivos com os brinquedos, ver ventiladores girando. Por outro lado, luzes brilhantes ou intermitentes e cores fluorescentes atrapalham e deixam ele desconfortável; - Temperatura: Insistem em usar casacos mesmo quando está calor, comer coisas com a mesma temperatura, preferir calor ou frio; - Vibração: Medo de liquidificador, secadora, máquina de lavar roupa; - Tato e textura: Tocar e esfregar as mãos, não gostar de toque ou detestar, acariciar deliberadamente um tipo de textura, não aceitar etiquetas nas roupas e não toleram certos tecidos; - Olfato: Podem cheirar comida, objetos ou outras pessoas, cheirar alimentos antes de comer, não suportam aromas de alguns produtos de limpeza e perfumes; - Paladar: Podem lamber alimentos e pessoas, sensíveis aos sabores ou a alguns alimentos;

- Sons: Chaves, sons altos, ruídos em um filme, gostam de som em determinada altura, se assustam com gargalhada, motores e aspiradores; - Dor: Batem na cabeça ou mordem em a si mesmo sem demonstrarem dor, ou cai e não sente dor. Por outro lado, por um mínimo toque grita de dor; - Intensidade: Reações intensas ou não reage as sensações.

 

QUANTO A HIPERSENSIBILDADE SENSORIAL NO AUTISMO:

Os americanos usam um termo para esta hipersensibilidade: Fight, Flight ou Freeze. Para designar as ações típicas de uma pessoa desorientada. Ela luta (Fight), Foge (Flight) ou Congela (Freeze).

Muitos Autistas irão reconhecer alguns destes comportamentos. Quando sobrecarregados de algum estímulo, tendem a lutar contra ele, colocando as mãos nos olhos, ouvidos ou até mesmo agredindo, gritando sem pensar o causador desta sobrecarga, jogando objetos no chão.

O Autista Flight, este foge literalmente, saindo do espaço onde está sendo perturbado. Sai correndo para se esconder no banheiro da escola, não quer ir para aula, foge rapidamente do local.

O terceiro é o ato de ?congelar?, muitos autistas têm esta estratégia quando incomodados, eles não aparentam na hora, mas explodem depois. Muitas vezes perturbados na escola mantem a calma, mas explodem em casa, ou vice-versa.

 

HIPOSENSIBILIDADE SENSORIAL:

A Hiposensibilidade do Autista, aparenta ser ao contrário da Hipersensibilidade, que em uma se sente perturbado quando aos estímulos, nesta por sua vez, o Autista busca pular, olhar diretamente para a luz, rodar objetos incansavelmente.

São aqueles que não conseguem sentar direito na cadeira, sentam meio deitados, meio sentados. Eles não fogem da sensação, eles a buscam incessantemente. No caso da Hipossensibilidade, a criança pode apresentar comportamentos muitas vezes inconvenientes, podendo até ser perigoso.

 

Observamos a Hipossensibilidade do sentido proprioceptor da criança:

·         Sentam-se meio deitadas

·         Apoiam a cabeça nas mãos

·         Tem dificuldades para subir escada

·         Sentem-se extremamente cansadas ao se exercitarem levemente

·         Apoiam em outras pessoas ou em móveis

·         Andam de forma diferente da maioria

·         Vestem-se inapropriadamente (roupas do avesso, sujas)

·         Batem com os calcanhares no chão ao andar

·         Gostam de morder, mastigar e roer unhas

·         Gostam de ser ?apertados?

·         Pessoas ?brutas? ou ?desajeitadas?

 

Exemplos de Hipossensibilidade no sentindo Interoceptor:

·         Não sentem a exaustão

·         Não sentem fome

·         Não sentem sede

·         Comer demais ou beber demais

·         Uso de fraldas, apesar da idade

 

A compreensão do distúrbio do processamento sensorial pelos pais e professores, pode facilitar muito a vida das crianças com autismo. A consciência do problema é meio caminho andado.

Uma vez consciente, o cuidador pode observar melhor a criança, procurando por indícios tal que aprenda como conduzi-los: Diminuindo a quantidade de estímulos, diminuindo o estresse da criança, antecipando situações de muitos estímulos e/ou estresse e controlando as situações onde o processamento sensorial pode ser afetado.

Ofereça alternativas, mas não obrigue a criança a aceitá-las, para evitar aversão ou a que a criança faça uma associação negativa à pessoa que o obriga. Antecipe os problemas que possam aparecer, tendo mais opções a oferecer.

Exemplo: um jovem autista com hipersensibilidade visual ? ofereça óculos (mesmo que ambiente fechado). Um aluno com sensibilidade auditiva ? ofereça headphones.

 

TRATAMENTO

A boa notícia é que com a Terapia de Integração Sensorial é possível melhorar muito a hiper/hipossensibilidade das crianças com um problema de ordem sensorial, como é frequente no autismo. Trabalhando de forma individual cada Autista.

Lembrando que teremos nosso III SIMPÓSIO DE AUTISMO dia 16 de junho em Arapongas-PR.

 

Falaremos sobre: ABORDAGEM RESPONSIVA, METODOLOGIAS E ESTRATÉGIAS DE APOIO PARA O TEA NO CONTEXTO ESCOLAR.

 

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