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Quando a criança fala "elado!"
17/04/2017

Quando a criança fala

É comum o Fonoaudiólogo receber em seu consultório, uma criança na idade pré-escolar ou escolar, cuja queixa é a fala. Essa queixa pode ser analisada de várias formas, pois pode ser que a criança não fale, ou fale pouco, ou fale errado, trocando os sons, ou fale distorcendo os sons e assim por diante. Antigamente, todas as crianças que apresentavam uma alteração de fala, eram consideradas como tendo o mesmo problema, um distúrbio articulatório. Atualmente, não é mais assim, quando recebemos uma criança cuja queixa da família é a fala, é importante compreender e identificar as características de cada alteração, para que desta forma, uma conduta terapêutica específica e apropriada seja planejada para cada caso.Neste artigo, pretendo explicar o que é o Distúrbio Fonológico ou Transtorno Fonológico, que é a dificuldade apresentada pelo Cebolinha.Transtorno Fonológico é uma dificuldade de fala, caracterizada pela produção inadequada dos sons. Cada Língua possui um repertório de fonemas (sons) que são adquiridos e aprendidos gradativamente pela criança. Dizemos que uma criança apresenta um Transtorno Fonológico quando ela não adquiriu os sons esperados para sua idade ou quando ela apresenta trocas e omissões de sons que não são esperadas no desenvolvimento normal. Esta alteração pode gerar uma ininteligibilidade de fala (fala de difícil de compreensão), de grau variado. Quanto mais grave o transtorno fonológico, mais difícil será para entender o que a criança fala. Estas alterações interferem no rendimento escolar, profissional e na comunicação social.O Fonoaudiólogo é o profissional habilitado para realizar o diagnóstico do Transtorno Fonológico. A criança ou adolescente deve ser submetido a uma avaliação completa de linguagem, fala e audição. Devem ser aplicadas provas de nomeação, imitação e de fala espontânea, para se obter uma amostra do sistema fonológico, na qual todos os fonemas da Língua deverão ser analisados.Transtorno Fonológico & Dificuldade de AprendizagemUma das principais preocupações do Fonoaudiólogo é a grande chance que as crianças com diagnóstico tardio de Transtorno Fonológico têm de apresentar dificuldades no processo de alfabetização. As alterações observadas na fala podem ser transpostas para a leitura e a escrita e com isso, afetar o rendimento escolar. Por isso, é muito importante o diagnóstico e o tratamento precoce. 

Dúvidas freqüentes: até que idade algumas trocas são esperadas?  - Trocar o Ca por Ta: caiu: taiu: até 3 anos; - Trocar o Ga por Da: gato: dato: até 3 anos;-  Trocar o Ta por Ga: tatu: gagu: até 3 anos e meio;-  Trocar o R por L: morango: molango: 3 anos e meio/4 anos;-  Trocar o cha pelo sa: Suva para chuva: até 4 anos e meio;-  Omissão de encontros consonantais: blusa: busa; prato: pato: até 6 anos e meio/ 7anos;Algumas trocas não fazem parte do desenvolvimento normal e quando acontecerem devemos ficar bem atentos e procurar um Fonoaudiólogo para avaliação. Alguns exemplos:V por F: ufa para uva; faca para vaca;G por Ca: cato para gato; calo para galo;B por P: pola para bola; pepê para bebê;D por T: teto para dedo; tato para dado;Z por S: cassa para casa; assul para azul;J por Ch/X: chanela para janela; 

Estas trocas são conhecidas como ensurdecimentos (são fonemas sonoros que passam a ser produzidos como fonemas surdos, ou seja, a criança deixa de fazer a vibração laríngea). Estas trocas necessitam de intervenção terapêutica e se não forem corrigidas, podem afetar o desempenho escolar (a criança poderá escrever da forma como ela fala).Falar errado não pode ser bonitinho ou engraçado. Com o tratamento adequado, é possível superar estas dificuldades.

Fonte: http://www.atrasonafala.com.br/meu-filho-fala-elado.html

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